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sexta-feira, 20 de maio de 2016

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Gotas d’água colidiam contra minha pele, enquanto andava sem rumo pela rua. As lágrimas cegavam minha visão e os soluços ferozes provocavam falta de ar. Havia trocado a pessoa mais fantástica que já conheci pela chuva, sem pensar duas vezes. Agora, estava entregue a agonia, a qual feria meu coração com tanta vitalidade. Desejei voar, porém minhas asas estavam quebradas. Abracei-me na tentativa de acalmar a aflição, contudo não tive sucesso. Lutei para continuar andando, mas meus pés não obedeciam ao comando. Meus pulmões necessitavam de ar, todavia não conseguia enchê-los. Então, meus joelhos não conseguiram mais me sustentar, choquei com o chão alguns segundos depois.

- Não! Não posso te deixar aqui... – uma voz familiar proferiu, levantei o rosto para encará-lo.

Sua mão estava estendida com a palma para cima, esperando pela minha. Relutei, no entanto acabei cedendo.

- Por quê? – questionei com certa dificuldade, enquanto batalhava para me colocar em eixo.

- Se você fizesse ideia da dor que senti quando desapareceu pela porta... Não me faria essa pergunta... – confessou com uma voz confeitada de dor.

- Por quê? – inquiri, mas dessa vez a pergunta era dirigida a mim.

- Você não percebeu? – indagou confuso.

- Perceber o quê? – rebati.

- Não quero acordar desse sonho! - declarou com certa veemência.

- Nem eu! – disse e então as lágrimas misturadas com gotas de chuva rolaram pela minha face.

- Então... Porque fugir? – perguntou com certa irritação no seu tom.

- Estou com medo... – confessei e desviei o olhar.

- E não é a única... Nunca amei alguém, como te amo... – revelou.

- Então... Onde ficamos? – impugnei, enquanto voltava o olhar para ele.

- Não sei... A única certeza que tenho é de não posso te deixar ir embora... – afirmou.

- Então... Me abraça... – pedi.

- Não! Tenho uma ideia melhor... – informou.

Levou suas mãos à minha cintura, fechando o espaço entre nós. Seus olhos me analisavam, pareceu que estava à procura de algo. Minha mão direita flutuou para seu rosto molhado pela chuva, o calor da sua pele provocou uma onda de arrepios. De repente um sorriso apareceu em seu rosto, inevitavelmente sorri também. Então, seus lábios se aproximaram dos meus, hesitou, porém logo os tocou.

Nesse instante, a dor cessou. Senti minhas asas serem restauradas, finalmente poderia içar voo, mas preferi ficar. Sinceramente, ainda não sei se estou perdida ou se me encontrei, contudo não estou nem um pouco preocupada com isso. Porque agora, sei das minhas vulnerabilidades, no entanto também sei quem é a minha cura.

♪♫♪ "Vulnerable" – Vanessa Hudgens ♪♫♪

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