Discutível Perfeição | Estórias, cotidiano, mulherzice e tudo que me intriga...: Abril 2016

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sábado, 30 de abril de 2016

UM NOVO EU


Então minhas pálpebras se moveram rapidamente, estavam reclamando da claridade, os pulmões se encheram e se esvaziariam lentamente, o dia já dava o ar de sua graça. Rolei para o outro lado da cama, dando de frente com o espelho. Céus! Desde quando acordo tão linda?! Questionei-me por alguns momentos, mas logo percebi que era inútil tentar encontrar justificativas pra determinados golpes de sorte. Espreguicei-me algumas vezes, logo levantei e caminhei em direção ao micro system. Remexi meus CDs a procura de algo realmente bom, porém nada me pareceu agradar.

- O que está havendo comigo?! – sibilei.

Irritada, abandonei os CDs e fui tomar um banho.

A caminho do banheiro, comecei a balancear meus últimos dias, ou melhor, meu último ano. Posso afirmar que a sensação de mudança é que menos me importa atualmente. Há dias não me sinto como agora, tão jovem e tão renovada. Acho que isso talvez seja felicidade, ou talvez estar de bem consigo mesma. Sendo ou não, é maravilhoso. Nos últimos meses tomei decisões que muitos julgaram perigosas, entretanto pra mim foram necessárias. Escolhas foram feitas e o caminho que se desvenda a cada dia tem sido muito mais colorido, realmente o sorriso em meu rosto deriva disso.

Não me arrependo de ter sido a antiga pessoa que fui, acho até que ela foi de essencial importância. Tê-la sobre os ombros me fez perceber que estava caminhando para algo surreal de mim. Precisei dela para enxergar o caminho e acho que estou me dando bem. Despedi-me de várias pessoas, afinal sempre há baixas em uma guerra. Hoje posso dizer que não há mais batalhas em mim, agora existem certezas. Sou quem sou e vou fazer de tudo pra que essa nova pessoa transforme o futuro em algo realmente primoroso. Porque agora depende de mim, do meu querer e de minhas metas e objetivos. Talvez estes demorem algum tempo para serem completados, mas não me deixarei abater! Prazos são para aqueles que querem ser normais e comuns, já eu, quero fazer minha própria felicidade.

O telefone toca, furtando minha atenção. Não quis parar meu banho pra atender, não demorou e caiu na secretária eletrônica.

- Mônica... Hey, sei que estás em casa... Atende por favor! - a voz pedia.

- Não! - respondi, ainda dentro do banheiro.

- Não seja imatura... - suplicou.

- Não estou sendo... Apenas escolhi viver a realidade, não um sonho... - expliquei novamente pra secretária.

- Ok! Não quer falar comigo... Tudo bem! Mas quem vai perder é você ... - ameaçou.

- Até agora só vi ganhos, Henrique! - respondi enquanto saia do banheiro enrolada na toalha.

Entrei no quarto, ainda eram seis e quarenta da manhã. Ele continuava dormindo, tão doce e sereno. Relembrei a noite passada com um tanto de açúcar, mas sem exagerar na dose. Expirou demoradamente, percebi sua farsa no mesmo momento.

- Desde quando fingir que está dormindo é permitido? – cantarolei.

- Desde que possa lhe ver tão linda enrolada nessa toalha... – tagarelou enquanto se levantava.

- Hummm... O telefone te acordou, não foi?! – investiguei.

- Ele ainda não desistiu? – retrucou.

- Não... – respondi amuada – Gabriel, não quero que pense... – comecei, mas parei.

- Hey! Não vou pensar nada... Te conheço o suficiente pra saber que não há mais chances pra esse babaca... – falou humoradamente.

- Bobo! – sussurrei.

- Posso ser... Ainda é cedo... - concluiu sedutoramente - O que acha de voltarmos pra cama? – sugeriu.

- Hummm... Convite tentador! – articulei.

Contudo, antes que pudesse dizer algo mais, me agarrou pela cintura e me deu um beijo. Nesse instante, abandonei meus pensamentos e qualquer outra ideia que pudesse passar pela minha mente. Meu dia começou doce e é exatamente assim que ficaria.
Mais um conto escrito com a minha melhor parceira Allyne Araújo. Um dos meus favoritos e que de fato, reflete muito o momento que estou vivendo na minha vida agora. =P

quinta-feira, 28 de abril de 2016

[EPIFANIAS DA BECCA] - VÍRGULA


“Há momentos em que a vírgula é perfeitamente dispensável.”

terça-feira, 26 de abril de 2016

BELA MENTIRA


Eu não posso seguir com toda essa merda dentro de mim. Suas mentiras foram demais para suportar. Eu preciso de um tempo para me encontrar, por que isso está doendo como jamais doeu antes.

Preciso de um pedaço de lucidez, todavia você levou tudo o que me restava. Não há mais nada, apenas a merda na qual me encontro. Portanto, faça um favor a nós dois. Me deixe ir, ou vou entrar em combustão e tudo o que você já amou se transformará em cinzas.

Eu não posso viver embriagada com estas malditas mentiras, suas belas mentiras. Todavia, não sei como vou dar-lhe as costas. Afinal, você é a mentira mais deliciosa que provei. O erro épico. Minha desgraça.

domingo, 24 de abril de 2016

[RESENHA] - SÉRIE OS INSTRUMENTOS MORTAIS


Como vai minha meta de leitura?! Atrasada!!! Oh, não me olhem com essa carinha de: "Não posso acreditar nisso, Becca!". O fato é que abril não tem sido um mês tão bacana comigo, mas eu consegui dar uma corrida com minhas leituras... Não vou dizer que estou com tudo em dia, o que é mentira, mas estou apenas a um livro de atraso. O que é ótimo, dadas as circunstâncias...

Nesse mês mergulhei no mundo dos Instrumentos Mortais (Cidade dos Anjos Caídos, Cidade das Almas Perdidas e Cidade do Fogo Celestial), da autora Cassandra Clare. No ano passado, li os três primeiros livros da série e gostei muito. Então, pra dar aquela animadinha, resolvi voltar para o mundo shadowhunters. E vou ser sincera... Me decepcionou um tiquinho.

Calma!!! Não me matem!!! Eu vou explicar...

A Cassandra é uma ótima autora, mas deixou muita coisa fácil de se pescar. Mas, totalmente compreensível. Seus livros são compostos por narradores observadores, o que nos dá um panorama geral da realidade ali apresentada, portanto fica difícil mesmo fazer suspense. Entretanto, apesar disso a série tem uma constância invejável. Tinha observado esse detalhe nos primeiros livros que li, mas nessa série nossa autora se supera. Ela realmente consegue fechar todos os pontos, amarrando cada perguntinha que sua mente possa criar. Uma verdadeira obra prima nos dias de hoje.

Sobre a história, é tudo novo. Nada sobre o desenrolar dos primeiros três livros, o enredo traz novos personagens, novas mortes, e muita confusão no mundo da Claire e do nosso sempre lindo - e gostoso - Jace. No primeiro livro, Cidade dos Anjos Caídos, eu demorei cerca de cem páginas pra engrenar, mas depois fui tragada. Ela jogou com minha mente muito bem, e apesar de lá pela pagina setenta, saber o que a cabeça da Clare estava tramando, não consegui parar. Foi ótimo!

Tanto o Cidade das Almas Perdidas, como o Cidade do Fogo Celestial, o ritmo de leitura era outro. Apesar do vai e vem, nossa autora não se perde na história. Nem um segundo. Contudo, devo confessar que cansei no final do terceiro livro. Minha mente girou um pouco com a inflexibilidade dos caçadores de sombras, o que - diga-se de passagem - tornou o enredo muito mais realista. Nessa série, temos muito mais dos personagens coadjuvantes do que na série anterior. Temos muito mais drama, sexo - nada explicito - e mortes. É um verdadeiro genocídio. Muito sangue mesmo!

Bom, os livros em si, - apesar das pequenas falhas - valem cada página. É gostoso de se ler e tem um humor negro maravilhoso. Super recomendo!!! Ah!!! E caso você não tenha lido a série anterior, não tem problema. Elas são ligadas, mas não co-dependentes uma da outra.

E você já leu alguma coisa da querida Cassandra Clare?!

Conta pra mim!!!

Um beijo!!!

sexta-feira, 22 de abril de 2016

FEITIÇO


Ela me olhava de soslaio, seus lábios tinham um sorriso tímido. Queria ouvir seus pensamentos, entretanto não era digno de tal honra. Agora, mordia o lábio inferior freneticamente. Um arrepio correu minha espinha, ao perceber o quanto estava enfeitiçado por aquela dama. Nesse instante, o garçom chega com o cardápio, mas o dispensei antes que qualquer palavra fosse dita. Ainda a observava com distinta atenção, seus olhos me diziam tanta coisa, foi impossível conter o riso.

De repente um casal parou bem na minha frente, pelo que percebi procuravam uma mesa. Expirei impacientemente, queria vê-la. Finalmente o homem localizou um lugar e os dois saíram rapidamente das minhas vistas. Então voltei o olhar para a mesa a qual ela estava, contudo não a encontrei. Procurei-a desesperadamente, meu coração disparou. Perguntava-me onde ela poderia estar, mas encontrei apenas hipóteses.

Amuado e visivelmente decepcionado, levantei dali e cursei rumo à saída. Coloquei as mãos nos bolsos, estava frio naquela noite de primavera.

- Sabia que iria embora... – uma voz doce afirmou atrás de mim.

Virei-me pra ver quem falava comigo. Minha expressão passou de triste para surpresa em menos de meio segundo.

- Você? – disse com a voz confeitada de surpresa e alegria.

- Prazer, me chamo Alice... E você? – investigou, enquanto se aproximava.

- Guilherme! Meu nome e Guilherme... – falei com certa ansiedade.

- Guilherme, o que acha de caminharmos um pouco? – sugeriu.

- Ótima ideia... – revelei.

Então seguimos sem destino pela calcada úmida.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

NINGUÉM PERCEBEU...


O sorriso se quebrar...
A alegria se transformando em tristeza...
Os olhos escondendo a verdade...
A voz desaparecer...
As gargalhadas se transformarem em soluções...
Lágrimas brotarem em seus olhos já sem brilho...
A esperança desaparecendo...
O bom humor dando lugar à agonia...
Os desejos sendo roubados...
Os sonhos sendo enterrados...
O coração dilacerado, sangrando...
A inocência sumindo...
A doçura tornando-se amargor...
Seu rosto mudando...
Suas forças esvaecendo...
A fé desaparecendo...
Ela tentando começar de novo...
Ela ficando incompleta...
A insônia constante...
Seu rosto empalidecer...
Mas ela ainda vive...
E se pergunta...
Ainda há uma razão para viver?

segunda-feira, 18 de abril de 2016

O PALCO DA VIDA


Existe um teatro na sociedade onde devemos seguir corretamente os protocolos. Nada deve fugir ao controle, porém não há ninguém ao seu lado para lhe ajudar. Você deve desempenhar seu papel brilhantemente e ao fim de cada dia sorrir como se nada estivesse lhe machucando.

Nada pode ser feito ou dito além do que lhe é ordenado. Você não pode ser você mesmo nunca! Sua força deve vir de dentro e mesmo que você esteja completamente ferrado, não deve dizer nada. Afinal, as pessoas não se importam.

O seu valor é medido pelas pessoas a sua volta, sua mascara deve ser perfeitamente encaixada e nunca devem suspeitar de quem realmente você é. Não acredite em amizade ou companheirismo, isso não existe. Porque, no fritar dos ovos, a pessoa que você mais confiou é a que lhe apunhalará pelas costas. Sem nenhum ressentimento ou pena.

Portanto, não se preocupe em ter amigos e parceiros. A vida é um oceano solitário e se você quiser se encaixar no sistema, desempenhe seu papel brilhantemente. Contudo, lembre-se que um dia a cortina irá se fechar e tudo o que você levará para o túmulo são mentiras.

sábado, 16 de abril de 2016

[EPIFANIAS DA BECCA] - PENSAMENTOS


“Simplesmente, inexiste coerência em meus pensamentos.”

quinta-feira, 14 de abril de 2016

OUTUBRO

Fonte: Alquimia das Palavras

Devaneando, sempre volto aquele outubro. Naquela noite tudo ficou tão claro, como água límpida. Instantaneamente, uma omelete de sentimentos fez meus olhos marearem, contudo nenhuma lágrima rolou face abaixo. Um tsunami de recordações me assolou, dentre as ondas, a lembrança de quando seu sorriso me cativou, ainda era inverno. Então, antes que pudesse compreender algo, me arrebataram dali. De volta a minha realidade, pude extravasar. Naquela primavera, finalmente, compreendi que te amava.

Não obstante, dezembro chegou junto com o verão. Era hora da despedida, foi tudo tão confuso, haviam palavras entaladas na minha garganta. Tive vontade de sussurrá-las em seu ouvido, porém me contive. Então, veio a dor lancinante. Não consegui viver um segundo sequer sem pensar em ti, entretanto nem sentiste minha falta. Eram noites de pura tormenta, enquanto tu vivias tranqüilamente. No entanto, na última noite do ano fiz uma promessa a mim mesma, da qual irei cumprir estando certa ou errada.

Atualmente, estamos em fevereiro. Tudo anda tão confuso, você tem falado comigo, mas ando na defensiva e sei exatamente por quê. Ainda há feridas, ainda sinto dores, contudo aprendi a conviver com a sua ausência.


terça-feira, 12 de abril de 2016

DOLORIDA FAXINA


Existem momentos em que é necessário calar para enfim, ouvir. Nas últimas semanas, pratiquei com afinco esse exercício. Devo dizer que não foram momentos agradáveis, pois os primeiros dias de abril foram cruéis e impiedosos. A dor se fez presente, assim como a saudade, o medo, a ausência e a culpa...

Eu tentei ignorá-los no início, mas em um dado momento, percebi que precisava dar espaço a eles. Então, baixei a guarda. O furação veio agressivo, maligno e muito negro. As lágrimas não ousaram cair dos meus olhos, pois tudo era tão lívido... As memórias se amontoavam, como uma pilha de roupas sujas ao chão da lavanderia.

Foi necessária muita coragem para me sentar ao lado delas e pouco a pouco, separá-las e sem medo, atirá-las nas caixas a minha frente. Um processo solitário e muito frio, quase inumano. Entretanto, necessário.

Me senti fraca e vulnerável tantas vezes, que quis me enrolar em uma bola e apertar o botão "desligar". Afinal, não havia ninguém ali para me motivar. Essa era uma das batalhas que você trava com você mesmo, não existe espaço para um terceiro.

Recordei os últimos anos da minha vida com vivacidade durantes longos dias. Meus medos e pavores sorrindo para mim sem qualquer receio, ou insegurança. Eles sabiam meus pontos fracos, inseguranças...

Foram dias e mais dias de trabalho, sem descanso, ou folga. Então, hoje pela manhã, acordei vazia. Oca. Sem qualquer aviso, o turbilhão se fora. Não restou nada. A pilha de roupas desapareceu, assim como a montanha russa de sentimentos.

Me olhei no espelho e suspirei... Alivio inundou minhas veias quando a compreensão me abraçou, havia terminado a faxina.

Acabou!!!

domingo, 10 de abril de 2016

HEY!!!


Quando você vier...
Traga consigo paciência e compreensão...
Sou menina-mulher que precisa de tempo...
Não sou acostumada a viver com tudo isso...
Vou te amar...
Entretanto...
Preciso que me entenda...
Tenho medo e resistência...
Não será fácil me convencer...
Mas...
Se o fizer...
Com toda certeza...
Ganhará meu coração...

sexta-feira, 8 de abril de 2016

CONFESSO

Fonte: Uma Página Para Dois

O sol adentrou pela janela, iluminando o quarto. Minhas pálpebras estremeceram e tão logo se elevaram, espreguicei-me na cama. Estiquei os braços e ouvi as costas estralarem com o movimento, sorri com a idéia que rondou minha mente. Rolei para a beirada da cama, pousei os pés no chão gélido e senti o choque de temperaturas, mas não os retirei dali. Respirei e espirei algumas vezes, fechei os olhos e me permite alçar vôo. Durante alguns minutos libertei-me. Porém, logo abri os olhos e encarei a janela.

Os raios de sol transpunham a cortina e acariciavam minha pele. Coloquei-me em eixo e cursei até a cortina, a abri e observei o lindo dia. Tudo estava indiferente, nada havia mudado. A saudade ainda me importunava, milhões de coisinhas traziam a tona lembranças. Brigas e mais brigas tornaram-se rotina, o que nos levou ao final trágico. Fui eu quem fechou a porta, a decisão foi minha. Por pura vaidade roubei teu tempo, entretanto deliberei que isso não estava fazendo bem para nenhum de nós e num ato de coragem lhe mostrei a saída. Afirmar que a dor não me atormentou, seria mentir. Contudo, hoje percebo que foi a melhor escolha. Sempre sentirei saudades de ti, mas já é tarde para voltarmos atrás. Não há razão para revivermos o passado.

A verdade em meus pensamentos provocou uma lágrima que foi retirada com a ponta do indicador.

- Confesso que ainda sinto tua falta... Porém, não irei voltar atrás... O que está feito, está feito... – sussurrei.

Respirei fundo e dei as costas para as lembranças e a janela.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

JEITO DE AGIR


Estava deitada em minha cama com os olhos fitos no teto, a escuridão me encarava e mais uma vez as lágrimas eram minhas companheiras. Milhões de recordações me invadiram e pacientemente assisti ao desfecho de cada filme. Conforme os longas se desenrolavam a correnteza em minha face só ficava mais forte, os soluços foram sufocados, não haveria histeria dessa vez, deliberei. Meus olhos ainda focalizavam o teto e as sobras ainda me encaravam, entretanto não estava assustada, antes pelo contrário, me sentia protegida. Abracei-me, foi apenas uma tentativa de acalmar o coração, todavia não tive sucesso. Então, uma lembrança me fez congelar.

... – Por que continuas a agir desse modo? – questionou.

– Talvez por medo... Não sei lidar com a solidão, por isso permito iludir-me... – respondi com toda a cortesia possível.

- Isso lhe faz feliz? – investigou.

Apenas sorri e lhe dei as costas, não havia vocábulo suficiente para descrever o quanto estava machucada...


Nesse instante a ficha caiu, estava me enganado. Minha felicidade era jogada pela janela a cada amanhecer por esse jeito de agir, tentava ser feliz, mas tudo que conquistava eram apenas novos ferimentos, meu coração está em retalhos por minha culpa. Afundei o rosto no travesseiro e então vomitei os soluços antes sufocados, as lágrimas tornaram-se ferozes. Desejei que tudo fosse apenas um pesadelo, mas não, tudo era real. Durante algum tempo me entreguei à dor, entretanto logo me obriguei a parar e raciocinar, esse pesadelo só terá fim quando me permitir despertar, conclui. Instantaneamente, um sorriso tolo foi pintado em meus lábios, com as costas da minha mão enxuguei as lágrimas que ainda rolavam por minha face, suspirei, uma sensação de leveza me invadiu, nesse momento soube que estava no caminho certo. Hora de despertar, pensei. Virei outra vez na cama, era apenas uma tentativa de encontrar uma posição confortável e então deixei que a inconsciência me abraçasse.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

SENSAÇÕES


Eis a verdade, estou te perdendo. Receava que isso acontecesse, mas suas palavras me fizeram acreditar no contrário. Entretanto, a cada dia tudo fica mais límpido. Há um furacão de sensações em meu ser, nada faz sentido. Ainda estou aqui, esperando acordar desse pesadelo, todavia não estou dormindo. Preciso me posicionar, no entanto estou travada de medo. Não sei o que se passa na sua mente, tampouco o que tu sentes, contudo não tenho saída. Gostaria de ter acesso aos teus pensamentos, mas isso é impossível. Estou em uma roleta russa, portanto vou arriscar. Não penses que está sendo fácil, pois não está. As sensações dentro de mim estão indomáveis, a cada expiração uma fina camada de água recheia meus olhos, enquanto tento me manter calma. Sei exatamente o que sinto, porém também sei o quão importante és para mim. A tênue linha que separa a loucura da razão ameaça se romper de minuto em minuto, todavia por alguma razão existe algo que a mantêm firme. Enfim, é hora de colocar em pauta determinados assuntos, antes que o furacão de sensações destrua o pouco que me resta de lucidez.

sábado, 2 de abril de 2016

VOCÊ


Fechei meus olhos pela milésima vez para ver teu sorriso torto, isso se tornou um hábito, concluí segundos depois, enquanto um sorriso brincava na minha face.

- Sinceramente, acho que me conquistaste... - sussurrei ao vento.

Ainda não sei bem quando chamaste minha atenção, só sei que agora você não sai da minha cabeça. Sua maneira de agir, talvez... Ah, garoto! Abri os olhos e me sentei na grama, meio confusa, meio entorpecida.

- Sei tão pouco sobre ti... – murmurei.

Logo a noite vai cair e tudo o que desejo é estar com você, seria errado fazer um pedido a estrela? Bom, ainda não sei. O que sei é que todas as noites antes de dormir peço pra Deus... Hummm... Melhor não!

- Alguns desejos não devem ser verbalizados nem mesmo em pensamentos, como já dizia minha avó... Portanto por agora vou continuar sonhando... Afinal, isso não me faz nenhum mal! – concluí.

Então, me estiquei no tapete verde e fechei meus olhos outra vez.



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