Discutível Perfeição | Estórias, cotidiano, mulherzice e tudo que me intriga...: Janeiro 2016

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domingo, 31 de janeiro de 2016

[RESENHA] "A BANDEJA - QUAL PECADO TE SEDUZ?"


Eu já estava com vontade de reler esse livro a algum tempo e então, dia desses eu estava dando uma zapiada pelo meu Kobo e lá estava ele. Eu o olhei, ele me olhou de volta e eu decidi reler essa estória de amor que não é tão bonita quanto parece.

O livro se inicia com a mudança de Angelina da pequena e pacata Petrópolis rumo ao Rio de Janeiro, cidade grande que abriga sua mais nova conquista, a faculdade. Criada dentro de uma família cristã e completamente tradicional, a jovem garota embarca pela primeira vez em uma aventura sozinha e longe de qualquer supervisão dos pais.

A primeira vista, temos a nítida sensação de que Angelina não faz ideia de como experimentar todas as sensações, aventuras e principalmente a liberdade recém adquirida. Contudo, não são necessárias muitas páginas para que o leitor perceba que a garota sairia completamente dos trilhos.

Com uma colega de quarto da pá virada e uma republica repleta de alunos não tão centrados quanto imaginava, Angelina se sente sozinha e um pouco vulnerável. E bem... Dizem que o Diabo não perde tempo em nos armar aquela arapuca, não é mesmo?!

Com a nossa protagonista não é diferente, logo nas primeiras páginas da leitura, somos apresentados ao Aderico, mais conhecido como Rico, um professor lindo, charmoso e muito sedutor. A jovem logo se encanta com o belo homem e com suas palavras doces e carinhosas...

Angelina é seduzida em um piscar de olhos pelo belo professor Rico, todavia o que a jovem não fazia ideia era de quanto sofreria pelo belo rapaz, antes que Deus se encarregasse de libertá-la. Por se tratar de um romance cristão, temos em alguns momentos citações bíblicas e um bocado de lições de fé e do amor de Deus.

Mas, opa! Espere um pouquinho aí... Não leve para o lado negativo, julgue um livro pelo seu conteúdo. E quanto a isso, podemos dizer que o livro tem muito conteúdo de qualidade e em vários momentos te faz questionar atitudes e decisões que muitas vezes tomamos sem medir as consequências.

Outro ponto muito gostoso é a forma como a autora transforma um sonho em um aviso que gradualmente, vai sendo desvendando. O suspense do sonho se arrasta por quase todo o livro e isso faz o leitor buscar a resposta que nossa personagem também tenta encontrar.

É uma leitura dinâmica, e em muitos momentos vemos o quanto podemos nos afundar com a ilusão de algo que realmente não existe. A escrita da Lycia é limpa e muito corrida, o que ajuda horrores durante a leitura. E não tem como não se apaixonar por Dante...

Eu super recomendo, é um livro com uma proposta diferente. Contudo, ao final dele, conseguimos compreender lições valiosas.

Gostou do livro?! Então, dá uma chance pra ele...

Um beijo gentem!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

MALDITA MANIA


O celular rugiu pela enésima vez naquela tarde, apenas o fitei como das outras vezes enquanto elevava o volume do meu Ipod. Havia apenas soluços, nada de lágrimas, ainda. Agarrei os travesseiros e deixei que a música me preenchesse, logo lá estavam elas, as gotas quentes rolaram do meu rosto e pingaram no monte de espuma. Enfim, a dor me preencheu. Trouxe os joelhos para o peito numa tentativa infrutífera de aplacar a dor.

Meus pensamentos rodavam e rodavam e nem mesmo a música alta pode silenciá-los. A loucura me embebia com tamanha facilidade, quando me dei conta de como estava submersa, forcei meu corpo para fora da cama e saí o mais depressa possível pela porta. Quando dei por mim, meus pés perseguiam as escadas do condomínio tão rápido que foi difícil parar. Sem demora estava do lado de fora do prédio, correndo a passos vacilantes pela calçada. Um garoto me encarou por alguns segundos, seus olhos estavam arregalados demais. Concluí que estava uma bagunça, mas no momento isso pouco me importava.

Durante meu caminho, ouvi uma ou duas buzinas, porém não parei. Cheguei ao parque cerca de alguns minutos depois e peregrinei rumo a nossa árvore. Desabei no chão, minhas mãos tocaram a grama seca e então tudo ficou fora de controle, lágrimas furiosas pulavam dos meus olhos, enquanto soluços abafavam minha respiração.

Perdi a noção do tempo, até que a chuva começou a cair. Nesse instante, percebi passos em minha direção e me forcei a ver quem era. Seu rosto estava banhado pela água da chuva, a camiseta branca colada ao corpo, seus jeans e tênis definitivamente encharcados, mas seus olhos estavam quentes como fogo. Reconheci o sentimento neles, forcei meus olhos para longe dos dele numa tentativa de esconder o que havia nos meus próprios. Ele se aproximou e sentou ao meu lado, tentou me fitar algumas vezes, mas eu não deixei.

Quando? Como? Por quê? – balbuciei num sussurro.

Por que você sempre foge? – sua voz era plana e calma, como uma adaga sendo enterrada no meu peito.

Eu não posso fazer isso! – guinchei afundado o rosto em minhas mãos.

Fazer o que? Me amar? É disso que você tem medo? Cinthia... Eu não posso conviver com isso! – a raiva pingava de seus lábios.

Rodrigo... Não é isso! – falei num resmungo e pela primeira vez me forcei a encarar seus olhos.

Ele aproximou seu rosto do meu, sua respiração quente desencadeou uma fila de arrepios pelo meu corpo. A chuva continuava a cair, entretanto isso não nos incomodava. Seus olhos me avaliavam com tamanha destreza, enquanto sua mão vinha ao encontro do meu rosto. Me derreti ao seu toque doce e aquecido, ele era minha aniquilação, isso era um fato que eu não poderia negar.

Pare de fugir... Eu quero cuidar de você, proteger você, amar você... Para sempre! – suas palavras eram envolventes e dolorosas.

Abri minha boca, porém a fechei segundos depois. Permaneci olhando fundo em seus olhos, procurando uma resposta, contudo minha mente tinha uma única vontade. Num suspiro, fechei os olhos e esmaguei minha boca na dele.

Essa era a minha maldita mania, trocar palavras por atos.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

HOW TO GET AWAY WITH MURDER


Sabe aquela série que você pega o balde de pipoca, senta no sofá e esquece da vida?! Pois é, How To Get Away With Murder é exatamente assim... Um seriado capaz de te tragar para dentro da telinha da TV e fazer sua mente girar com a narrativa pra lá de surpreendente.

Eu conheci essa série em um dia qualquer do ano passado, onde estava esperando ansiosamente pelo episódio de Grey's Anatomy - outra série que sou fã de carteirinha. Não foi necessário mais do que um único capítulo da estória para que eu fosse imediatamente para a net e buscasse o restante dos episódios. Para minha sorte, a primeira temporada já tinha sido exibida nos EUA, conclusão, passei o fim de semana mergulhada no mundo de Annalise Keating e seus alunos.

O enredo é focado na vida pessoal e profissional de Annalise Keating, professora de Direito Penal da Universidade de Middleton, Filadélfia, uma das mais prestigiadas Escolas de Advocacia da América. Ela é uma advogada de defesa super conhecida e respeitada, apesar de ser negra.

No primeiro episódio da temporada, somos apresentados aos cinco melhores alunos da sala da professora e os mesmos se tornam estagiários no escritório dela. Com isso, vemos a rivalidade entre eles, pois a cada tarefa dada, uma recompensa e/ou reconhecimento os torna o melhor do grupo. Porém, logo percebemos que isso é muito volátil para a professora Keating. Ela não se importa com quem vai lhe dar a solução do caso, seu foco é apenas em ganhar a causa, seja seu cliente culpado ou não.

O que realmente me ganhou foi a forma como a série desliza, até metadinha da temporada, somos levados para o passado e o presente, onde sempre há uma trama de assassinato. Porém, em nenhum momento, recebemos a resposta que queremos. São dadas ao telespectador pilulas de informação, nada além disso. Logo, nossa cabeça começa a fervilhar com o que realmente aconteceu e porque.

A série possui uma trama bem rica e dinâmica, as estórias paralelas sempre se fundem a Annalise de um jeito ou de outro. Nada fica solto, ou perdido no ar. Cada cena tem um propósito, e se não prestarmos atenção, perdemos a resposta para aquela pergunta irritante que vem nos atormentando a tempos.

Atualmente, estou acompanhando a segunda temporada que veio muito mais densa do que a primeira. Logicamente, estou ali, assistindo avidamente o desenrolar dos acontecimentos com a cabeça ebulindo. É a minha série queridinha... Pois, é estruturada com um enfoque muito bem detalhado. Nada vem com pressa! Isso é um presente e uma das muitas características da Shonda Rhimes.

E você, já assistiu How To Get Away With Murder???

Sim!!! Então conta pra mim o que achou...

E pra você que ainda não assistiu, corre lá e assista a um episódio... ;-)

Um beijo minha gentem!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

DESPEDAÇADA


Um dia cansamos... Cada momento só nos despedaçou mais e mais até não restar absolutamente nada. Sou crescida agora e tenho muito que fazer por mim mesma, juntar os pedaços não é uma escolha, mas uma necessidade. É assim que funciona. A vida não é um parque de diversões, esqueça os sonhos coloridos e vívidos. Isso lhe ajudará quando a vida lhe mostrar suas malfadadas garras.

Quanto tempo isso pode durar? Essa não é a pergunta correta. O certo é se perguntar por quanto tempo você irá suportar a merda que a vida lhe oferece. A escolha está em suas mãos. Não há saídas fáceis. Amor é só uma palavra bonitinha no vocabulário dos adultos. Nada é real, a não ser a maldita dor em seu peito. Acostume-se. Um dia tudo acaba; tudo se despedaça.

sábado, 23 de janeiro de 2016

SPOTIFY MEU AMOR


No ano passado, fui apresentada a esse aplicativo. Num primeiro momento, não gostei muito de abandonar meu hábito de baixar músicas. Almas velhas tem dessas coisas, porém um dia, não consegui achar a música que estava procurando na rede. Foi então que me lembrei do aplicativo que me apresentaram e fui lá dar aquela busca, em menos de vinte segundos, estava ouvindo a canção que tanto caçava. Depois disso, fiquei completamente apaixonada pelo tal app.

Para quem não faz ideia, aí vai uma explicação rápida:

Spotify é um serviço de música comercial em streaming, podcasts e vídeo comercial que fornece conteúdo provido de restrição de gestão de direitos digitais de gravadoras e empresas de mídia, incluindo a BBC, Sony, EMI, Warner Music Group e Universal. As músicas podem ser navegadas ou pesquisadas por artista, álbum, gênero, lista de reprodução ou gravadora.

Wikipédia

Sua proposta é bem parecida com o Apple Music, Google Play, Rdio e Deezer. Porém, o que me ganhou foram as playlists incríveis que o app oferece, além de toda segunda-feira montar uma playlist especialmente pensada em você. Juntando os estilos que você mais ouve e lhe apresenta artistas novos e/ou estilos novos.

Hoje tenho a versão premium do aplicativo, pois não suporto as propagandas. Mas, pra quem não tem grana, também tem a versão free. Outra coisa bacana é que você pode baixar o app também no seu desktop e controlar pelo celular, caso não esteja perto do seu amado PC. Também é possível ver o que seus amigos estão ouvindo.

Top da balada, não é mesmo?!

Ah!!! E só pra constar, esse é um dos meus app queridinhos do momento.

E você, já usou o Spotify?! Conta pra mim como foi sua experiência... E se você, como eu, não deu uma chance pro aplicativo, corre lá e faz o download!!!

Um super beijo!!!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

RETALIAÇÃO


Deslizei a chave de rodas pelos dedos enquanto circundava outra vez aquele maldito carro. Oh, sim! Era um belo veículo, mas não vai ficar assim por muito tempo. Talvez... Pelo amor de Deus! Não me olhe com essa carinha. Afinal, o cretino merecia ser castrado. Todavia, eu não teria estômago pra castrá-lo. Portanto, vou destruir seu belo automóvel.

Ouvi de uma fonte segura que essa belezinha aqui saiu da concessionária na segunda-feira. Ah! Isso que eu chamo de vingança! Oh, por favor! Eu sei que isso é crime, mas... Deixe pra lá! Você nunca compreenderia!

Expirei pela última vez, antes de reunir toda a coragem necessária para o que estava prestes a fazer. Ok, garota! É agora ou nunca! Então, sem mais debates internos, dei mais uma checada na rua. Ótimo! Nenhuma alma para presenciar a destruição do parabrisa do meu querido ex-noivo.

Mordi o lábio inferior no momento levantei a ferramenta em formato de “X”, respirei fundo e baixei a chave de roda com toda a minha força. O vidro rangeu e começou a partir em milhões de pedaços. Um largo sorriso colou nos meus lábios enquanto deferia mais alguns golpes no parabrisa. Enquanto surrava o vidro do automóvel com minha ira, um sentimento de alivio começou a correr pelo meu corpo.

Ah! Nada como uma cirurgia de peito aberto para exorcizar de vez esses malditos fantasmas. Conclui, ao mesmo tempo dava alguns passos para trás. Logo, a chave de roda atingiu a janela do motorista. Três pancadas depois e o vidro estava completamente destruída, assim como o parabrisa. Olhei para o próximo vidro, enquanto mordia o lábio inferior. Será que devo?!

Que porra você está fazendo? – a voz dele era cortante. Ops! Será que temos alguém muito bravo por aqui?!

Eu?! – perguntei completamente confusa, girando nos calcanhares.

Quem mais poderia ser? – wow! Que evolução! Agora ele usa o sarcasmo.

Não sei... – tagarelei brincando com a ferramenta entre meus dedos. – Talvez os Minions?!

Sério, Ângela?! – seus olhos estavam queimando com ira, assim como seu tom. - Agora, você está colocando a culpa nas costas de personagens de um desenho animado?!

Eu não estou colocando a culpa em ninguém, Jonas... Apenas disse que não fiz nada!

E quem mais poderia ter quebrado os vidros do meu carro?! – sua sobrancelha estava arqueada. Wow! Ele perdeu a noção do perigo, ou o que?! Eu não vou confessar nada. Inocente até que se prove o contrário!

Eu já te disse, Jonas! Os Minions destruíram os vidros do seu carro!

Seus olhos reviraram, enquanto suas mãos bagunçavam seus belos cabelos negros.

Como eu vou trabalhar?! – questionou-se em um rosnado baixo.

Oh! Não se preocupe! Ainda existem ônibus! – ofereci com um daqueles sorrisos brilhantes.

Por que você não vai embora daqui, Ângela?! – sugeriu com seus olhos flamejantes. Yep! Ele estava muito puto, mas não queria dar o braço a torcer. Ah! Ele sabia exatamente porque suas janelas estavam moídas.

Hummm... Tudo bem! – concordei dando de ombros.

Então, girei os saltos na calçada antes de seguir direto para o meu carro, do outro lado da rua.

Ela só pode ser louca! – Opa! Espere um minutinho! Aquele filho da mãe estava me chamando de louca?!

Jonas! – chamei enquanto me posicionava. Ah! Isso vai ser lindo!

Ele levantou os olhos do seu belo automóvel para me encarar com mil perguntas desenhadas em sua expressão. Ampliei o sorriso, em clara antecipação. Então, joguei a chave de rodas pra cima. Segundos depois, agarrei aquela ponta mais fina... Oh! Será um belo lançamento! Conclui, antes de iniciar a contagem. Três, dois,... O barulho do vidro se dividindo em milhões de pedacinhos ecoou por toda rua.

Ops! – tagarelei com um sorriso amarelo.

Imediatamente, seus olhos verdes nublaram. Hora de ir, garota! O alarme na minha mente soava desvairadamente. Sem mais delongas, fechei a distância até o meu automóvel. Entrei e quase no mesmo momento o motor rugiu, soltei o freio de mão e engatei a marcha. Então, afundei o pé no acelerador.

Sim! Eu quebrei a porcaria daqueles vidros por pura vingança. Ah! Não venha me dar um daqueles sermões longos e tediosos, afinal você não faz idéia do que o desgraçado me fez passar nos últimos três meses. Era pouco, bem pouco. Mas, pelo menos agora, ele sabe que sou capaz de muita coisa.

Nunca subestime uma garota! – articulei para mim mesma enquanto elevava os olhos para o retrovisor. Assim que vislumbrei o reflexo do meu rosto, abri um ensolarado sorriso de satisfação.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

EU E A BALANÇA


No início do ano passado eu estava gorda, não gordinha ou fofinha, mas gorda mesmo. Faltava apenas um tiquinho para que chegasse a margem de obesa, segundo o calculo do meu IMC. Yep!!! Eu não estava feliz com isso, me achava feia e todas as roupas do meu guarda-roupas não me vestiam bem. Então, comecei a amadurecer a ideia de enfrentar esse monstro e ir para uma academia. Minha supervisora me incentivou um bocado para que eu fosse logo, mas eu estava com medo e sabia disso.

O fato é que eu nunca fui magra, desde que me conheço por gente, sempre fui gordinha. Eu nunca me vislumbrei magra e isso me assustava muito, afinal se eu eliminasse todos os meus quilos extras quem seria eu?!

Ideia boba, né?! Porém, isso me assombrou por dias... Até que, uma foto mudou tudo. Sim!!! Você sabe do que eu estou falando, né?! Exatamente, aquela foto que te faz parecer uma bola enorme, onde você se olha e simplesmente fica horrorizada. Pra piorar essa foto foi divulgada amplamente na revista interna da empresa.

Passei o dia todo cozinhando os miolos, porque a imagem simplesmente não saia da minha cabeça. Isso mesmo... A foto se tornou meu pesadelo diurno. Dá pra imaginar?!

Quando entrei no meu carro, no caminho pra casa, uma vozinha dentro de mim soou tão alto que simplesmente, não pude ignorá-la. Respirei fundo, peguei minha coragem aleijada e tomei um caminho diferente, rumo a academia.

Assim que cheguei a recepção, me perguntei o que estava fazendo ali. Um dos atendentes me olhou e eu sabia que não poderia fugir mais. Mais uma vez, respirei fundo e me aproximei da bancada. Não levou mais do que dez minutos para que eu dissesse a ele que iria voltar na segunda-feira. Oh, sim!!! Eu estava me dando um prazo para absorver aquela mudança.

Eu já tinha frequentado academias antes, mas dessa vez, sabia que seria diferente. Saí de lá com minha coragem de merda a tira colo e voltei pro meu carro. Enfrentar a verdade é uma tarefa tão chata e difícil. Mas, eu precisava.

Como uma mulher de palavra, na segunda-feira eu fui a academia, voltei também na terça-feira...

Duas semanas depois, fui a minha primeira consulta com a minha nutricionista. Não foi gostoso saber que estava com 25 kg de gordura  em excesso. Tampouco, admitir que teria que reaprender a comer. Mas, mais uma vez, precisava ser feito.

Então, tirei a força de onde jamais imaginei ter e declarei guerra contra a balança.

Já se passaram nove meses e eu ainda continuo lutando contra ela, muita coisa mudou desde que eu entrei na academia. Perdi quase todas as minhas calças jeans, muitas das minhas roupas estão folgadas. Contudo, a mudança mais significativa aconteceu comigo. Eu passei a me amar mais, me cuidar mais, passei a escolher e determinar o que eu faria.

Engraçado como uma simples atitude virou meu mundo de cabeça pra baixo...

E você, já pensou em encarar a verdade e tomar uma atitude genuína???

Conta pra mim!!!

Aquele abraço meu povo!!! =P

domingo, 17 de janeiro de 2016

DELIBERAÇÕES


Apoiei os cotovelos no balcão do bar e sinalizei para o barman mais uma dose de tequila, o homem apenas balançou a cabeça e saiu para providenciar meu pedido. Enquanto esperava, comecei a girar o pequeno copo entre os meus dedos e o tampo de madeira. Então, aquelas malditas perguntas voltaram para mim. Eu não queria pensar, por isso estava bebendo. Mas, meu cérebro ainda não estava amortecido o suficiente pelo álcool. Suspirei de descontentamento, quando compreendi que teria que beber muito ainda.

Antes que você comece a tirar conclusões precipitadas... Não! Eu não sou o tipo de garota que afoga suas mágoas em doses e afins. Porém, a funesta lembrança daquela conversa entre... Não, não e não! Nada de ficar pensando nele! Ele fez a escolha dele, você fez a sua. Bola pra frente!

O barman enfim pousou minha terceira, quarta dose?! Tanto faz! O que importava era que a dose de tequila estava aqui, pronta para se juntar as demais no fundo do meu estômago. Meus dedos abraçaram o vidro com a dose, estava pronta para sorver o liquido quando uma mão com dedos longos tocou meu pulso. Instantaneamente, virei o rosto para encarar o rapaz que me fez brecar.

Eu não faria isso, se fosse você. – o aviso no seu tom era tão nítido, contudo eu não estava me importando com nada além do amortecimento da minha razão.

Mas, você não é! – minhas palavras teimosas o fizeram sorrir.

Touché! – concordou e seu sorriso ampliou.

Puxei os lábios em um sorriso desafiador e voltei a virar a dose. Mas, por algum motivo, não consegui beber o líquido. Então, abaixei minha bebida e voltei a olhar para aqueles olhos escuros.

Boa escolha! – falou com alegria antes de pedir ao barman uma rodada de drinks sem álcool.

Olha... – eu tentei argumentar, juro que tentei, mas os vocábulos ficaram presos na minha garganta.

Sem explicações, complicações e afins... Hoje seremos apenas o Sr. e a Srta. Zé Ninguém. – explicou antes de alcançar as bebidas que o barman já tinha pousado sobre o balcão.

Tudo bem. – concordei e segurei a bebida que ele me entregava.

Então, elevei-a aos lábios e engoli o liquido azul sem qualquer gota de álcool, ele fez o mesmo. Porém, seus olhos nunca deixaram os meus. Sem perceber, colori os lábios com um sorriso. Definitivamente, esse jogo parecia bom. Aliás, muito mais do que bom.

Por que não saímos daqui? – sugeriu alguns minutos depois.

Isso soa como uma escolha arriscada... – argumentei e tomei mais um pouco do meu drink.

Você está com medo? – seus olhos se estreitaram tanto que mal podia ver a cor deles.

Você está? – devolvi sua pergunta com um sorriso travesso.

Hummm... Vejo que encontrei outra jogadora. – concluiu e pousou seu copo vazio no balcão.

Talvez... – falei enquanto meu sorriso se amplificava.

Hora de sair daqui, baby! – decidiu e antes que eu pudesse rebater, ele já estava me rebocando para fora do bar.

Quando chegamos à rua, meus olhos percorreram o perímetro em busca de algo, alguém. Eu o encontrei cerca de trinta segundos depois, ele ainda estava encostado em sua moto, provavelmente pensando na próxima mentira que contaria para mim. Bem... Eu acho que ele não terá tanta sorte hoje.

Brequei na calçada para forçar o estranho do bar a me encarar, quando o fez, me aproximei dele com várias promessas veladas. Meus pés se colocaram um após o outro até que estava a centímetros dele, meu corpo roçava no seu. Eu sabia exatamente o que ele esperava dessa noite...

Então, sem um grama de peso na consciência, subi para a ponta dos pés e encostei meus lábios nos dele. Imediatamente, ele correspondeu com um beijo de tirar o fôlego. Meus braços subiram para seus ombros, depois fecharam em volta do seu pescoço, enquanto ele agarrava minha cintura.

O som da moto sendo ligada atingiu meus ouvidos algum tempo depois. Ah! Satisfação correu pelas minhas veias enquanto me separava dos lábios do Sr. Zé Ninguém.

Me leve daqui, por favor. – implorei enquanto seus olhos me analisavam.

Tem certeza? – seu questionamento me fez voltar momentaneamente os olhos para o outro lado da rua. Foi tão rápido que ele nem notou.

Respirei fundo, antes de reunir toda a coragem dentro de mim para lhe responder:

Sim! Eu tenho certeza.

Sem maiores delongas, saímos rumo ao seu carro. Oh! Não me olhe assim! Eu sei exatamente o que estou fazendo... Ou pelo menos, penso que sei.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

[RESENHA] “THE REDEMPTION OF CALLIE AND KAYDEN”


Olha eu aqui minha gentem e ainda por cima escrevendo a resenha que prometi pra vocês. - Pra tu que não faz ideia do que eu estou falando, clica aqui e tudo vai se encaixar... ;-) - E sim, essa foi minha primeira leitura do ano de 2016. Devo confessar que me decepcionei um pouco com o livro em questão. Pois, já li alguns outros livros da autora e todos foram tão bem feitinhos que quando peguei a continuação do The Coincidence of Callie and Kayden, imaginei que o livro não me decepcionaria tanto, mas infelizmente, isso aconteceu...

Ah! Pra você que ainda não leu The Coincidence of Callie and Kayden, clique aqui e leia a resenha do blog Livros e Citações (um dos meus blogs favoritos).

Ok, chega de falatório e vamos as minhas considerações sobre o livro em si.

O livro se inicia exatamente de onde o primeiro terminou, o que acho ótimo, pois não nos deixa perdidos em meio a estória. Porém, passei quase cem páginas tentando entender o porque de tanta regressão com os personagens principais. Callie volta a ser a garotinha frágil - por um tempo - até que seu melhor amigo, Seth lhe dê uns bons choques de realidade. Já por sua vez, Kayden me irrita com seu vale de indecisão de quero e não quero Callie. Sinceramente, isso me cansa a beleza... Mas, nem tudo fica tão ruim por muito tempo. Lá pra metadinha do livro, a coisa realmente anda e pela primeira vez fico ávida pelo desfecho. Callie finalmente aceita que tem que abrir seu coração e revelar seu segredo e convence Kayden a fazer o mesmo. Obviamente, como ele está de quatro por ela, concorda com a ideia. Ambos precisam enfrentar a realidade de suas vidas e buscar principalmente o auto perdão.

A forma como a autora levou a estória me deixou com a sensação de que o livro foi escrito de forma apressada e muitos pontos não foram fechados, deixando questionamentos em aberto no fim da leitura. O melhor amigo de Callie, Seth, teve uma aparição bem menor e toda vez que aparecia, atirava perguntas ao leitor que em nenhum momento foram sanadas, assim como a participação de Luke, melhor amigo de Kayden. Jessica deixa claro que ele também tem problemas, mas em nenhum momento, se foca neles. Nem mesmo no final do livro, quando somos surpreendidos com algumas revelações, a autora não nos dá qualquer indício de que Luke ficará ciente das revelações. Isso me frustrou um pouco.

Há muitas cenas apimentadas, mas ainda sim, acredito que faltou estória. Diferente do primeiro que fiquei ávida para ler a continuação, nesse pensei em largar o livro de lado diversas vezes. E o final ficou bem aberto e solto. Não houve um desfecho digno, mesmo que ela queira dar alguma continuação, acredito que o livro merecia bem mais do que um fim tão borocoxô.

Bem, de qualquer forma, sei que toda continuação tem seu preço e alguns autores não conseguem dar o desfecho necessário para o livro. Dessa vez, Jessica pecou nisso. Mas, apesar dos pesares, tanto Kayden quanto Callie encontram sua redenção, ainda que não seja da maneira mais coesa e real. Fiquei com a sensação de que tudo era muito superficial.

Enfim, para a primeira leitura do ano, esperava mais. Principalmente depois de ler quase toda a série que envolve Ella e Micha e saber do que a autora é capaz de muito mais do que entregou nesse livro.
Mas, essa é a vida, nem todos os livros podem nos agradar...

E ai, você já leu algum livro da Jessica Sorensen?! Se não, vou ser sincera, recomendo como uma leitura para um dia em que seu espírito crítico estiver tranquilo e não a todo vapor. Ok?!

Bom, galera... Essa foi a minha primeira resenha de 2016 - urrruuulll!!! - a próxima vem logo logo...
O que vocês acharam? Conta pra mim... Afinal, adoro opiniões!

E por hoje é só...

Um beijo meu povo!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

À PRIMEIRA VISTA


Meus olhos vislumbraram o seu rosto pela primeira vez, entretanto meu coração não saiu do prumo, ou se apavorou com a sensação de paz que invadiu cada célula do meu corpo. Seus lábios dançaram e por um único segundo soube que você também me reconheceu. Enfim, estávamos face a face. Depois de tanto tempo, tanta procura... O destino finalmente cruzou nossos caminhos.

- Olá... – minha voz soou um tanto quanto baixa, mas mesmo assim, você me ouviu.

- É um prazer enfim conhecê-la... – disse e deu um passo em minha direção.

Ao nosso redor, podíamos ouvir ao longe o mundo respirar e inspirar com todo o barulho que as pessoas faziam. Porém, isso não nos incomodava. Nossos olhos travaram um diálogo silencioso. Não foram necessárias muitas palavras para que meus olhos enchessem de água. Logo, sua mão esquerda tocou minha bochecha e automaticamente, fechei os olhos.

Uma teimosa lágrima escorreu, mas seu polegar se apressou em secá-la. Eu finalmente me senti completa e quando abri os olhos para contemplar tua face novamente, pude ouvir a voz que sempre me aconselhava a cada passo do meu caminho. “É ele!”, a voz sussurrava docemente dentro de mim.

- Meu nome é Amanda... – arfei e coloquei minha mão sobre a sua.

- Pode me chamar de Dante... – disse e puxou a mão do meu rosto e sem cerimônia, entrelaçou nossos dedos.

O enfrentei com um questionamento velado, mas não foram necessárias palavras para que eu compreendesse. Então, apertei sua mão e o segui por entre a multidão com a certeza de que amanhã tudo seria diferente.

♪♫♪ "I See You" – Leona Lewis ♪♫♪

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

GAROTA VENENO


Um dia você acorda e se olha no espelho, mas não se reconhece mais. Há alguma coisa faltando, pois o reflexo que lhe encara de volta não é o que seus olhos procuram. Então, sua mente começa a trabalhar no que você pode fazer para mudar essa sensação e como num passe de mágica, a ideia de mudar seu cabelo surge entre as duas ruguinhas das sobrancelhas.

Você já teve essa sensação?!

Pois é, foi exatamente isso que aconteceu comigo em meados do ano passado. Se eu fiquei animada?! Mas é claro!!! Eu estava in love com a ideia de mudar completamente meu cabelo, contudo não fazia ideia de como isso aconteceria. O que eu sabia sobre ser ruiva? Nadica de nada... Por aí, já dá pra imaginar como foi...

Eu cheguei na loja de cosméticos sem qualquer noção de colorimetria, ou qualquer outra coisa relacionada a tintura. Oh, por favor!!! Eu já tinha pintado meu cabelo outras vezes, mas sempre tinha ido ao salão e dito o que queria e a cabeleireira preparava. Logo, minha noção de tintura se resumia a um grão de mostarda. Então, eu dei trabalho pra vendedora. Foram necessários quase quarenta minutos para que me decidisse pelo tubo de tinta da Alfaparf.

Liguei pro salão no fim do mesmo dia e marquei um horário, para minha sorte, eles tinham um para o dia seguinte. Então, numa quinta-feira chuvosa, lá fui eu pro salão. Levou menos do que eu esperava e bang, eu estava completamente ruiva.

Se eu amei?! Claro que sim!!! Saí do salão me sentindo maravilhosa...

Contudo, no dia seguinte, quando acordei e me encarei no espelho, não consegui reconhecer a garota ali. Torci meus lábios mais vezes do que imaginei ser possível e me agarrei a ideia de que estava deslumbrante. Todos amaram a mudança, mas minha mente continuava se perguntando quem era aquela garota todas as vezes que enfrentava o pedaço de vidro reflexivo.

Levou quase quinze dias para me acostumar com a mudança e foi só quando isso aconteceu que consegui compreender que, não importa se sou loira, ruiva ou morena. O fato de eu estar incomodada com minha imagem era porque meu eu verdadeiro estava começando uma mudança que seria tão significativa que eu precisava externalizar de alguma forma, por isso a mudança radical no meu cabelo se fez necessária.

Hoje, eu continuo ruiva, não porque as pessoas acham que combina comigo ou coisa parecida. Acabei percebendo, sem querer, que essa cor de cabelo diz muito mais sobre a minha personalidade do que a que eu realmente tinha. E foi graças a essa mudança que aprendi várias lições importantíssimas, afinal ser ruiva dá MUIIIITTTOOO trabalho.

Agora, me diga você... Já mudou alguma coisa em você mesma por impulso?! Conta pra mim!!!

Um beijo!!!

sábado, 9 de janeiro de 2016

FATO


Minhas pálpebras tremulavam, enquanto seus lábios percorriam o dorso do meu corpo. Expirei pesadamente e sem perceber deixei um gemido escapar. Sua risada satisfeita atingiu meus ouvidos segundos depois. Então, caímos de encontro ao sofá. Suas mãos estavam pelo meu corpo, enquanto as minhas tentavam desesperadamente arrancar sua camisa. O cheiro de álcool no seu hálito ainda era forte e adocicado, isso me causava certo torpor. Apesar de ter ingerido apenas algumas doses de tequila, ainda podia sentir a névoa bêbada em meus pensamentos, os nublando completamente.

A razão, minha melhor amiga e conselheira estava completamente nocauteada num canto qualquer, enquanto minha alma dançava alegremente. Seus dedos apertaram meus quadris mais uma vez, então algo acendeu dentro de mim. Sem medir as conseqüências, catapultei meu corpo para frente, tomando nitidamente a liderança. Você me encarou com olhos aprovativos. Malditos olhos âmbar, praguejei antes de finalmente arrancar sua camisa. Seu peito subia e descia, ansiando pelo próximo passo. Sorri travessamente e me pus em eixo.

A expressão no seu rosto mudou, de ansiosa e excitada para confusa e irritada como num passe de mágica. Apenas dei de ombros e sem medir qualquer das minhas ações. Me livrei do vestido que permanecera no mesmo lugar desde que entramos porta adentro. Ouvi sua respiração falhar, então, se levantou do sofá. Seus passos felinos só fizeram minhas entranhas se apertarem mais e mais. Deus! Gemi em antecipação as promessas em seus olhos.

Seu corpo reclamou o meu momentos depois, ali mesmo, sem qualquer medo ou dúvida. Não foram necessárias palavras para explicar o que estava acontecendo. Ambos sabíamos que seria bem mais do que uma única noite. Afinal, ouvimos algo encaixar no momento que nos fundimos. Sempre foi você, eu sempre soube disso, apenas fui orgulhosa demais para aceitar o fato. Mas, agora... Tudo o que eu quero é você! Apenas você!

Imagem: Divulgação\deskcity

♪♫♪ "If Was Always You" – Maroon 5 ♪♫♪

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

APOSTAS


Estou jogando a toalha...
Cansei de apostar...
Todas as minhas esperanças se esvaíram...
Portanto estou caindo fora...
Uma salva de palmas ao vencedor!!!

♪♫♪ "Turning Tables" – Adele ♪♫♪

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

BATOM ESCARLATE


Me enfrentei pela quarta vez no espelho, enquanto brincava de contorcionismo com meus lábios fantasmagóricos. Eu já havia colocado todas as camadas necessárias em meu rosto - metodicamente - para que essa noite fosse mais um show de horrores. Ora, por favor! Eu não estou sendo dramática... Longe disso! Mas, nada me deixava mais irritada do que saber que teria que ser a garota perfeita. O modelo que escolheram para mim... Eu sei, eu sei! Ideia pífia essa de que as pessoas devem seguir moldes, entretanto, não tinha certeza se estava disposta a puxar o gatilho da tão frequente discussão.

- Anita, ande logo! Não podemos chegar atrasados! - ouvi os gritos do meu namorado. Não pense que ele era um rapaz ruim... Mas, definitivamente, ele não era pra mim!

- Estou fazendo o melhor que posso... Você pode, por favor, me dar mais cinco minutos! - rebati com uma careta azeda. Ah! Se eu pudesse mandar todos para o inferno... Iriam sem passagem de volta! Nesse instante, passei a língua nos lábios para secar o sarcasmo que brotava.

- Mulheres! - resmungou e bateu o que me pareceu ser uma porta, mas não poderia ter certeza a menos que saísse para fora do meu quarto. Trabalho que me dei o direito de recusar!

Olhei novamente para o espelho e depois para o mundo de cosméticos sobre a penteadeira. Inspirei e expirei algumas vezes, enquanto aquela vozinha velha e caquética resmungava dentro de mim. Eu sempre fui boa em mantê-la quieta, contudo hoje alguma coisa estava diferente...

Não levou mais do que dez segundos para que meus ouvidos zumbissem com o estouro do tiro. Yep! Eu puxei o gatinho! Então, dei um salto da cadeira e como em um passe de mágica, me despi da fantasia que me escolheram e vesti o que realmente desejava. Depois, a passos largos, me aproximei do espelho e comecei a colorir minha boca com o vermelho escarlate que minha avó tanto condenava.

- Ani... Mas, que diabos você está fazendo! - o guincho do Jonathan foi tão alto que tenho certeza que minha vizinha do décimo andar ouviu.

- Estou pronta! - anunciei e saí desfilando pelo quarto com toda a pompa que eu merecia.

- Você vai assim?! - indagou ainda com a voz a umas boas oitavas acima do que era considerado por muitos, elegante.

- Qual o problema?! - tartamudeei calmamente com aquele sorriso travesso.

- Essa não é você! - replicou com mais cuidado e me enfrentou.

- Hummm... Acho que você usou as palavras de forma muito irresponsável... - sugeri e dessa vez, não me permiti secar a ironia que escorria sutilmente pelo meu lábio escarlate.

Ele apenas me olhou com um daqueles olhares assassinos.

Sorri, como o gato Cheshire - Não se preocupe querido, você vai gostar dela! - informei e segui tranquilamente até a porta, porém parei antes de chegar ao corredor - Ou, odiá-la! - atirei sem voltar a enfrentar seus olhos.

Então, alcancei o corredor e com ele, a certeza de que teria que enfrentar muitos outros olhares assassinos. Mas, minha alma estava em paz. Afinal, hoje eu estava no comando!

domingo, 3 de janeiro de 2016

16 OBJETIVOS PARA ALCANÇAR EM 2016


Eu, particularmente, adoro esse exercício de analisar o que me aconteceu de bom - e de ruim também - no ano que se passou. Mas, sou completamente vidrada na ideia de construir uma lista de objetivos para alcançar no próximo ano, no caso 2016 e seus 366 dias, - Yep! 2016 é ano bissexto gentem!

Então, cá estou eu, programando meus objetivos para esse ano lindo que chegou. Com isso, vou saber exatamente onde devo investir todas as minhas energias e, infelizmente, onde não devo fincar raízes. Pode parecer um pouquinho cruel, mas quando traçamos metas, nos focamos no que realmente é importante para nós. Afinal, você é a única pessoa que precisa se sentir realizada no final desse ano, é verdade ou não é?!

Bom, chega de filosofar!

Simbora pra minha pequena listinha:

1. Eliminar - não perder, porque senão um dia acabo achando - mais 15 kg.

Em abril de 2015, eu firmei um compromisso comigo mesma, iria emagrecer 25 kg. De lá pra cá, tenho trabalhado duro para chegar a esse objetivo, mas só consegui eliminar 10 kg em 2015, portanto em 2016 vou continuar focada, afinal ainda me faltam 15 kg.

2. Criar conteúdo de qualidade e manter o blog sempre atualizado.

Voltar a blogar foi uma decisão difícil, pois estava com medo de não dar conta. Mas, minha terapeuta me fez ver o quanto eu era capaz. Portanto, para 2016, meu objetivo é criar muito conteúdo sempre fresquinho e o blog pra lá de atualizado.

3. Cultivar minhas amizades

Sempre fui um zero a esquerda quando o assunto são amizades, dá pra acreditar?! Eu faço amigos legais, mas tenho problemas em mantê-los. Então, tenho como objetivo me esforçar para manter minhas amizades sempre brilhantes e vivas.

4. Ler 24 livros e publicar as resenhas de cada um no blog.

Em 2015, minha rotina de leitura foi completamente esquecida e eu atingi a vergonhosa marca de 5 livros lidos no ano. Eu sei, eu sei... Nem comece! Portanto, minha meta  pra 2016 são 24 livros. Não é muito! Serão apenas 2 livros por mês. Mas, para que isso não fique no limbo, estou me comprometendo a publicar as resenhas dos livros que li, ou seja, vocês serão testemunhas do meu esforço. Que Deus me ajude!

5. Fazer - pelo menos - uma viagem sozinha.

Pode parecer loucura, mas acredito que todo mundo deve fazer uma viagem sozinho. Apenas você, a música e o inesperado. Sempre fui louca pra fazer isso, mas sempre fico procrastinando. Em 2016, essa viagem sai, ou eu não me chamo Rebeca!

6. Viajar com meus amigos.

Por que não?! Agora só falta descobrir quem serão os felizardos...

7. Voltar a trabalhar no meu livro.

Poucas pessoas sabem que eu venho trabalhando anos a fio, em um livro. O problema é que 2015 foi tão turbulento que não me sobrou tempo para focar nesse projeto. Por isso, nesse ano, vou separar um tempo para brincar com meus personagens.

8. Aprender sobre fotografia e comprar uma câmera.

Eu sempre gostei de fotos, mas nunca me dediquei totalmente a isso. Contudo, nesse ano essa realidade vai mudar. Vou aprender a amar a câmera e também a ficar atrás dela pra eternizar momentos. Ah! E vou me empenhar para comprar uma câmera decente... Prometo!

9. Acreditar mais em mim mesma.

Preciso valorizar quem eu realmente sou e as qualidades que possuo, por isso, vou aprender a me tornar mais confiante. Perder a famosa timidez e ser quem eu realmente sei que sou, livre de máscaras e medos.

10. Desapegar

Tenho um defeito congênito, sempre me apego a coisas que muitas vezes, não devem ser apegáveis. Portanto, nesse novo ano, vou aprender a ser OLX. Desapegar do que não me serve mais, seja amizade, roupas, sapatos e/ou mesmo o passado. A regra pra 2016 e ser completamente desapegada!

11. Ser mais vaidosa.

Com o passar dos anos, acabei perdendo a vaidade que sempre tinha comigo mesma. Por isso, nesses 366 dias, vou me policiar para andar sempre bem maquiada e arrumada. Não vou fazer isso para outras pessoas, mas para mim mesma e minha querida auto-estima.

12. Repaginar meu estilo.

Minhas roupas me abandonaram! o.O Sim! Pois, com o foco de eliminar toda a gordura que acumulei por anos, também eliminei as roupas que sempre me serviram. Com isso, vou precisar repaginar meu guarda-roupas e porque não aproveitar para dar aquele up no meu estilo?!

13. Fazer um curso para aprender a escrever.

Aprender a escrever, Becca?! Você já sabe fazer isso! Por que investir em um curso?! Gentem, com o tempo você percebe que a escrita é muito mais do que pegar um papel e atirar palavras nele. A arte da escrita é tão complexa e deslumbrante que quero aprender a usar meus talentos para criar coisas totalmente novas e por que não, divertidas?!

14. Ser organizada.

Eu sou um completo desastre nessa área da minha vida e acredito que possa melhorar. Por esse motivo, durante os próximos 366 dias, vou aprender a ser uma pessoa organizada. Lembre-se, eu disse organizada e não uma louca com TOC. Ok?!

15. Ter uma vida social mais ativa.

Isso já começou a mudar em 2015, mas nesse ano, quero ter uma vida social realmente ativa. Nada de ficar criando teia de aranha, ou largada as traças em casa. Bora sair e viver a vida que necessita ser vivida!

16. Aprender a usar uma bendita agenda.

Eu preciso aprender a utilizar agendas urgentemente, pois com tanta coisa pra fazer nessa ano, se eu não me programar, nada vai acontecer. Por isso, em 2016, esse livrinho bonito com páginas numeradas será meu melhor amigo. E que Deus me ajude a não atear fogo nela antes do fim de 2016!

Ufa! Tanta coisa pra ser feita... Espero que nesse novo ano, você também possa se motivar e colocar para si mesm@, objetivos e alvos. E se fizer uma listinha como a minha, conta pra mim... =) #Adoro ler as listas alheias!

Um super beijo e bora encarar 2016!



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